domingo, 23 de maio de 2010

Cdedica pede que a guarda de filha de “criminoso da mala” vá para a avó materna

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A Coordenadoria de Defesa da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro entrou, na tarde de quinta-feira, 20, com um pedido de liminar de guarda provisória para a mãe da vítima do “crime da mala” ficar com a neta, que também é filha do acusado. Iris Bezerra de Freitas foi morta pelo ex-marido, Rafael da Silva Lima, e colocada em uma mala no canal da Rua Visconde de Albuquerque, no Leblon.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Jornal do Brasil comemora 119 anos

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Em 9 de abril, o JB foi comemora 119 anos. Para marcar a data, uma Missa de Ação de Graças foi celebrada na Igreja da Candelária. O Arcebispo do Rio, Dom Orani, foi convidado para presidir a missa. Pessoas ilustres compareceram, como o vice presidente José de Alencar, além dos representantes do jornal.


Jornal matutino fundado em 9 de abril de 1891, o Jornal do Brasil chega aos 119 anos, em 2010. Com muita tradição, a história do JB se confunde com a história do Rio e a do país. Visando o compromisso com a sociedade, o Jornal do Brasil acompanhou de perto grandes momentos da história como a Revolução de 30 e a Revolta Constitucionalista, em 32.

Já na década de 60, combateu o golpe militar denunciando crimes, o que levou a ter páginas censuradas pelo governo. O JB foi o primeiro a usar a Internet como veículo de comunicação. No ano de 2006, o jornal passou do modelo tradicional para berliner.

Em comemoração aos 119 anos de criação do Jornal do Brasil, representantes do impresso e do poder público compareceram em uma Missa de Ação de Graças, na tarde dessa segunda feira, 26 de abril. A celebração aconteceu na Igreja da Candelária, no centro, e foi presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, a convite do presidente do JB, Pedro Grossi. O vice-presidente, José Alencar, o ministro das cidades, Márcio Fortes, o deputado federal Miro Teixeira e o ex-presidente Itamar Franco foram algumas das autoridades presentes na cerimônia.

No JB há 37 anos, o editor de fotografia, Evandro Teixeira, destacou a importância do jornal no contexto do país e se disse honrado em participar desses 119 anos.

- Muitas coisas mudaram, a história do país mudou, o mundo mudou, mas eu acho que o Jornal do Brasil continua sendo um dos mais importantes. As histórias se confundem. Eu me sinto muito honrado, especialmente nesses 119 anos do jornal, ainda mais com essa missa na Candelária, onde aconteceram vários momentos dramáticos e importantes. Esse reconhecimento do povo brasileiro é importante, ressalta.

O ministro das cidades, Márcio Fortes também demonstrou a sua admiração pelo Jornal do Brasil, enfatizando a imparcialidade do impresso e a qualidade da equipe.

- Eu acompanhei a história do JB. Ele é um jornal muito equilibrado, com espírito democrático, ou seja, sem ser partidário. É um jornal completo. Não só acompanha a necessidade daqueles que menos tem, como também a da classe media. E tem colunas muito boas, disse.

O Vice-presidente do Brasil, José Alencar, prestigiou a celebração na Candelária e classificou o Jornal do Brasil como “um colosso”.

- Eu posso dizer que acompanho o trabalho Jornal do Brasil desde muitos anos. O JB sempre foi uma bandeira do jornalismo brasileiro. Ele teve grandes nomes que colaboraram como Carlos Drummond de Andrade, diariamente; como Doutor Alceu Ambrosina, todas as sextas feiras; Carlos Castelo Branco, jornalista político e muitos outros.



Durante a Missa


Durante a Homilia, Dom Orani destacou o compromisso do jornal com a democracia, destacando o trabalho de um veículo de comunicação:

- Um veículo de comunicação tem essa preocupação de construir um mundo mais justo e mais humano, falou

Ele pediu ainda para que o jornal continue desempenhando o papel na sociedade e que leve não somente a informação, mas desafio. E ressaltou ainda a missão de comunicação.

-Através da comunicação podemos construir uma família, uma nação, explicou

quinta-feira, 11 de março de 2010

Governador chora ao falar com alunos sobre decisão de parlamentares

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O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, chorou ao falar sobre a decisão dos parlamentares de partilhar os royalties de petróleo por todo o país na Aula Magna que ministrou nesta quinta-feira na PUC-Rio.

- Essa decisão é uma falta de preocupação e solidariedade dos parlamentares. Há estados que tem incentivos fiscais que nós não temos. Segurei as lágrimas ontem assistindo com minha família na TV a decisão, mas hoje não consegui.

A alteração, com emenda do deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), aconteceu ontem no plenário da Câmara. Os recursos, não destinados diretamente à União, vão ser distribuídos entre estados e municípios de acordo com os Fundos de Participação caso essa decisão seja aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e senadores. O prejuízo monetário do estado do Rio pode chegar a R$ 5 bilhões. Trezentos e oitenta parlamentares foram favoráveis a emenda.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"Temos que nos preocupar com o que acontece na sociedade, na política."

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Tico Santa Cruz, vocalista dos Detonautas e dos Raimundos, usa a plataforma da internet para manter um contato maior com o público, divulgando, assim, o trabalho de sua banda de origem e sua recente aquisição. Os Detonautas foram formados através de um chat em 1996, onde Tico e Tchello (baixista) se conheceram. A banda sempre utilizou a internet como meio de divulgação do trabalho, tendo como destaque o Roque Clube, que funciona feito um orkut só para fãs e para os próprios integrantes da banda. Em entrevista concedida ao Me Encare ele afirma “As mídias sociais são caminhos muito bons para não depender da mídia de massa. Não é a única ferramenta que possuímos, mas é a principal hoje para nossa divulgação.”
Com esse contato direto com o público as polêmicas são formadas. Um insulto, uma fofoca ou uma opinião diferente são seguidos por twittadas irônicas vindas de Tico. “De 80.000 pessoas, são 10 babacas que insultam, então esses 10 servem de exemplo de como não se comportar em uma ferramenta, são essas pessoas que respondo.”
O vídeo no youtube da atriz de Malhação Carolinie Figueiredo causou polêmica (462.945 exibições). Ela foi chamada de drogada e louca, Tico a defendeu e elogiou sua atitude, falou para não ter medo da crítica e criticou os opositores dessa ideia. “As pessoas podem usar sua liberdade de expressão da maneira que quiserem, sabendo que tem consequências, reações. Uma coisa é expressar a sua opinião, outra coisa é ofender uma pessoa. A gente não pode confundir liberdade de expressão com falta de respeito. O twitter oficializou o desrespeito, porque não se vê a pessoa.”
Aproveitando seus mais de 85.000 seguidores e leitores de seu blog na Globo.com (bloglog.globo.com/ticosantacruz), o cantor lançou uma promoção em Julho do ano passado, na qual premiava com um Ipod quem mandasse a frase mais criativa contra a repressão às músicas dos Detonautas feita pela rádio Mix FM de São Paulo no twitter da própria rádio. O resultado foi um Ipod dado e nenhuma mudança. “A rádio mantém a censura e nós mantemos nosso trabalho paralelo a ela.”, afirma Tico.
As mobilizações de Tico Santa Cruz não ficam restritas ao computador. Exemplo disso são as passeatas que ele organiza contra o Governo, a violência. “O artista que não fala sobre isso abre mão de passar a mensagem do respeito, a conscientizar as pessoas.” O cantor ressalta a importância de todos nas reivindicações, “A figura pública ajuda a divulgar os movimentos sociais, mas esse é um dever de qualquer cidadão. Temos que nos preocupar com o que acontece na sociedade, na política.”

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Crack: uma droga de todas as classes

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O crack começou a ser vendido nos morros cariocas no ano passado, e, por ter um efeito poderoso, vem substituindo a cocaína nas vendas do tráfico. Em julho deste ano, a prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou uma praça em Copacabana onde antes existia uma cracolândia. Além disso, houve a criação de Centros de Atenção Psicossocial, que ajudam dependentes do crack. De acordo com o secretário municipal de assistência social, Fernando Willian, o crack é uma ameaça, e deve haver uma integração entre as secretarias para combatê-lo. “O crack evoluiu de uma forma muito pesada, envolvendo um número cada vez maior de pessoas, especialmente crianças e adolescentes. O jeito é ter uma ação integrada de assistência social. Nós estamos fazendo a nossa parte e a secretaria de saúde também, ampliando unidades de atendimento.”
O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas, NEPAD, que fica na UERJ, precisou mudar a forma de tratamento dos dependentes por causa do crack, como explica a psiquiatra e diretora do Núcleo, Maria Thereza de Aquino. “O usuário de crack nos colocou em uma espécie de UTI emocional, não dá tempo de lidar como lidamos com usuários de cocaína de maconha. Nós entendemos (o NEPAD) que nunca mais vamos ver aquela pessoa se não a amarrarmos bem. Não dá para trabalhar com a tranquilidade e a proposta da psicanálise.”
Em cada dez pacientes novos no NEPAD, três são viciados em crack. O usuário geralmente é homem, de classe média e com idade entre 8 e 35 anos. “As crianças que usam crack geralmente têm os pais separados. As crianças usam o crack como fuga, como escapismo.”, é o que afirma a psiquiatra.
Maria Thereza de Aquino diz que essa droga destrói qualquer possibilidade de integração social. “O crack é um desestruturador da vida social. Onde ele entra é como um desmatamento social. A pessoa começa a roubar e a falsificar assinaturas. Tudo pelo crack.” As crianças, que são bastante atingidas pelo poder das drogas, renunciam a família em nome dos tóxicos, é o que afirma Maria Thereza. “Uma criança de 8 anos que os pais dizem ‘se você fizer isso, não entra mais em casa’ uma criança não usuária de drogas diria que não fará mais, a criança usuária diz que não tem importância e não volta mais pra casa.”, diz. Uma boa saída, segunda a psiquiatra é o diálogo desde cedo entre pais e filhos.
O crack é uma droga de uso recreativo, é composto por pasta de cocaína misturada com bicarbonato de sódio. É sólida, em forma de cristal, e pode ser fumada. A droga chega ao sistema nervoso central em dez segundos. A forma de uso do crack favoreceu a sua disseminação, já que não necessita de seringa, só basta um cachimbo, que na maioria das vezes é improvisado, com lata de alumínio furada, por exemplo.O crack eleva a temperatura corporal, podendo levar o usuário a um Acidente Vascular Cerebral. A droga também causa destruição de neurônios e provoca a degeneração dos músculos do corpo do dependente, o que prejudica a aparência. O usuário fica com os ossos da face salientes, braços e pernas finos e costelas aparentes. O crack inibe a fome, então os usuários só se alimentam quando não estão sob efeito narcótico. Outro efeito da droga é a insônia. Este excesso de horas sem dormir pode deixar o viciado facilmente doente. Maria Thereza ressalta mais danos que o crack causa, mas não são lembrados. “O crack provoca muitas alterações no corpo, devasta o pulmão. Em 3 meses o usuário começa a tossir e a expelir um muco negro.”
O usuário de crack torna-se completamente dependente da droga em pouco tempo. Normalmente, o viciado, após algum tempo de uso da droga, continua a consumi-la apenas para fugir aos desconfortos da síndrome de abstinência, como depressão, ansiedade e agressividade.
Após o uso, a pessoa passa a se tornar extremamente violenta. A agressividade se manifesta a princípio contra a própria família, desestruturando-a, e depois volta-se contra a sociedade. As chances de cura são muito baixas, pois exigem a submissão voluntária ao tratamento por parte do dependente, o que é difícil, porque a vontade de voltar a usar a droga, é muito grande. Além disso, a maioria das famílias de usuários não têm condições financeiras de pagar tratamentos em clínicas particulares, então esperam o tratamento público de saúde ou conseguir vagas em clínicas terapêuticas assistenciais (como é o caso do NEPAD). É comum que o usuário comece o tratamento, mas abandone.
L.A., homem de 21 anos, usuário de crack desde os 18, já foi a consultas psiquiátricas, mas desistiu do tratamento. L.A. não tem apoio familiar para se livrar da droga “Há 9 meses sofri um acidente e depois que voltei do coma, em vez de me tratar comecei a me destruir, usando cada vez mais droga.” L.A. conta que às vezes falta o trabalho por causa do vício e isso prejudica o seu salário, já que recebe por dia. O rapaz tenta parar de fumar sozinho “O uso é muito bom, mas não vale a pena. Eu vou tentar parar de usar e vou conseguir.”
Embora seja tão potente quanto à cocaína, a maior causa de morte entre os usuários são as dívidas com os traficantes. Essa é a droga que mais traz prejuízo a eles, pois além de mais barata, os compradores são dividendos.
A dependência do crack frequentemente leva o usuário à prática de delitos para obter a droga. Os pequenos furtos de dinheiro e de objetos muitas vezes começam em casa. Se for mulher, pode se prostituir para sustentar o vício. O dependente dificilmente consegue manter uma rotina de trabalho ou de estudos e passa a viver basicamente em busca da droga, não medindo esforços para consegui-la. É bom ressaltar que embora seja uma droga mais barata que a cocaína, o uso do crack acaba sendo mais extenso. O efeito da pedra de crack é mais intenso, mas passa mais depressa, o que leva ao uso compulsivo de várias pedras por dia. O mais importante no combate ao crack é não haver o primeiro contato com a droga. O Governo precisa investir em prevenção e conscientização.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Despertar com Lágrima

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A atriz do musical "O Despertar da Primavera", apresentadora da TV Globinho, vocalista da banda Lágrima Flor e estudante de Letras da PUC-Rio, Lua Blanco, de 22 anos, revela seus interesses pessoais e comenta sobre a carreira artística no ping-pong que segue.

Mora em qual bairro? Com quem?
No Leblon, com a minha avó materna.

Cidade natal:
São Paulo-SP.


Por que e quando veio para o Rio?

Me mudei muito com a família na infância e já cheguei a morar aqui umas vezes na infância. Mas nos mudamos pra cá de vez faz uns 13 anos.

O que gosta de ouvir?
Rock.

Que música mais gosta de cantar?
Only One, do Yellowcard.


Quem é seu ídolo?

Merryl Streep.

Livro favorito:
Orgulho e Preconceito, Jane Austen.


Peça teatral favorita:

O Despertar da Primavera (a atriz está no elenco).


Filme favorito:

A Noviça Rebelde.

Tem religião? Qual?
Estou em busca da verdade. A religião nunca me levou a ela.


Como faz para cuidar da aparência?

Cuido da pele e do cabelo com demaquilante e hidratação, respectivamente.

O que gosta de fazer no tempo livre?
Ler, ouvir musica, traduzir, dormir.

Você está em qual período de Letras?
Oitavo.

Já fez estágio na área?
Estou fazendo agora, em tradução que é a minha habilitação.


Já fez aula de canto? E de teatro?

Sim, dos dois.

Toca algum instrumento musical?
Toco, violão.


Há quanto tempo é cantora? E atriz?

Cantora, a vida toda. Atriz, há uns dois anos.

O que mais gosta de fazer: interpretar, apresentar um programa ou cantar?
Cantar.


Como você administra o tempo: teatro, TV Globinho, banda e faculdade?

Tento me organizar e priorizar as coisas mais importantes, e não me estressar se não rola de fazer tudo que preciso fazer.


Como é sua relação com seu avô Billy Blanco?

Boa, ele me apoia muito na minha carreira.

Sua primeira banda foi a Lágrima Flor?
Sempre cantei em conjunto com a minha família que era uma espécie de banda. Mas fora isso, sim, é a primeira.

Fale um pouco sobre a música que levou ao nome da banda.
É uma bossa nova do meu avô e a banda gostava muito dela. Então fizemos uma versão rock dela pra tocar, e quando decidimos o nome da banda, essa ideia de colocar "Lágrima Flor" surgiu, meu avô aprovou e rolou.

Como conheceu os integrantes da sua banda?
Na faculdade.

Como é participar de um musical?
Tudo está sendo uma experiência nova!

Como é trabalhar em família?
É tudo que eu sempre fiz na vida.


Como entrou na peça?

O Charles(Charles Möeller) me chamou pra audicionar no ano passado, e fui passado das fases até entrar pro elenco.

Qual foi a sensação de receber uma crítica positiva de Bárbara Heleodora pela peça "O Despertar da Primavera"?
Foi um honra. Fiquei mt orgulhosa da nossa produção e elenco.

Como entrou na TV Globinho?
Fui convidada.


Fez quantos testes para novelas?

Várias, sempre que tem, eu faço.

Como foi participar de Malhação? E de Três Irmãs?
Três Irmãs foi a novela inteira e foi meu primeiro contato com a televisão. Me apaixonei. Já malhação foi maravilhoso. Meu primeiro personagem. As duas foram experiência otimas.

É reconhecida nas ruas?
Às vezes, mas mais por pessoas do meio.

Está namorando?
Não.

Como você vê o Brasil? Como poderia ajudar a mudá-lo?
Eu não vejo o Brasil todo, vejo o canto em que vivo, e eu acho que é o primeiro passo pra mudança. Cuidar de mudar o seu canto de mundo, fazer a sua parte.


Qual é o seu maior sonho?

Viver da arte, ver a banda acontecer e fazer cinema lá fora.

domingo, 1 de novembro de 2009

Cidadania

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Sou freqüentadora assídua do metro rio. Por isso, modéstia a parte, me sinto apta a falar qualquer coisa sobre o cotidiano no meio de transporte. Costumo pega-lo entre sete e meia e oito da manhã, no famoso horário do rush. Todos os dias as composições saem cheias do terminal Saens Pena. Normalmente elas já vêm com pessoas que não desembarcam, mas não entrarei nesse mérito. Como o titulo desse texto diz, falarei de cidadania, mas para isso, precisava das frases introdutórias. Isso aconteceu hoje, aproximadamente umas 7 40 da manhã. Como só pego o metro se conseguir sentar, hoje não foi diferente. Atenção porque essa informação é importante: o metro que chegou tinha vagões novos. Aqueles bonitinhos, branquinhos, clarinhos, com menos bancos e mais lugares em pé. Pouco antes do mesmo partir, um agente da estação entrou no vagão de braços dados com um portador de deficiência visual. Registrei muito bem a reação de cada pessoa próxima de mim, principalmente àqueles que estavam nos chamados brancos preferenciais. Devo dizer que essas novas composições têm mais bancos preferenciais. E dos seis lugares preferenciais a minha frente, apenas 3 eram realmente “idosos, gestantes, pessoas com criança de colo ou deficientes”. Todos olhavam o senhor. E deveriam olhá-lo justamente por saber que ele não os via. Talvez fosse melhor ignorá-lo. Porque uma vez que perceberam a presença de uma pessoa deficiente, tinham a obrigação de ceder o lugar. Não foi o que aconteceu. Todos se omitiram. Preferiram o sabor da preguiça. Talvez porque os bancos desse novo vagão sejam acolchoados, mais confortáveis, obviamente... Então... Melhor continuar sentado! Cedi o meu lugar ao senhor. Mas não estou escrevendo para me glorificar “oh, ela deu lugar a um senhor cego”, não. Faço as coisas porque se fosse comigo, também gostaria que fizessem o mesmo. Infelizmente não é esse o pensamento que se tem, não a maioria. A teoria do “fazer o bem, sem olhar a quem” é realmente muito bonita no papel. Acho que as pessoas precisam se conscientizar mais e parar de ser tão egoísta. Também gosto de ir sentada, no conforto, ainda mais pela manhã e na hora do rush, onde o metro fica absolutamente intransitável. Mas e se uma daquelas pessoas é que precisassem REALMENTE dos bancos preferenciais? Passei por situação semelhante na volta para casa, porém com um desfecho diferente. Outro cego entrou no metro, na estação Carioca. Fiz o mesmo procedimento, observei as pessoas do banco preferencial. Dessa vez apenas um pessoa estava no lugar errado. Mas assim que o senhor entrou no vagão, a moça ao meu lado se levantou e deu lugar ao senhor. Segundos depois, duas pessoas sentadas uma ao lado da outra se levantaram, disseram que já iam saltar e que o senhor e, aparentemente, a sua mulher, poderiam sentar juntos. Cidadania, minha gente. Não custa nada!
 

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