quarta-feira, 23 de junho de 2010

Camelôs inibem policiais

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Policiais que tentavam apreender mercadorias ilegais na Rua Voluntários da Pátria em Botafogo, Rio de Janeiro, na tarde de hoje, 23, por volta de 14h30min, foram coagidos por camelôs e por algumas pessoas que passavam na área. Um grupo de pessoas, envolvidas ou não com as mercadorias, gritavam protestando e vaiando. Os policiais não aguentaram a pressão e foram embora sem levar nada.
Segundo pedestres, uma mulher foi empurrada por um policial, por isso o motivo da revolta: "É um absurdo. Não podemos deixar isso acontecer. Vamos tirar eles daqui", gritou uma mulher que nada tinha a ver com a história.
Já outra mulher apoiou a atitude dos policias: "As pessoas estão falando como se a mulher fosse coitadinha. Esse povo vende mercadoria ilegal".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Planejamento familiar: concepção e contracepção

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Na parte da tarde do “Bate papo com comunidade planejamento familiar e associativismo",dia 26, a coordenadora da Assessoria dos Programas da Superintendência de Atenção e Educação em Saúde e Gestão Participativa da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, a médica Tizuko Shiraina; a mestre em Saúde Pública, a advogada Miriam Ventura; a defensora pública do Núcleo Cível de Petrópolis Andrea Carius de Sá; e a responsável pelo encontro, a defensora pública do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos Patrícia Magno abordaram o tema “Direitos Sexuais e Reprodutivos: Contracepção e Concepção”.

Tizuko Shiraina falou sobre os métodos de contracepção, que faz parte do planejamento familiar. A médica contou que até os anos 80 a os profissionais de saúde se preocupavam apenas com a mulher grávida, focavam na saúde do bebê, por causa das grandes taxas de mortalidade infantil. Segundo Tizuko, hoje isso não é mais uma realidade: “Com a chegada das pílulas anticoncepcionais e de outros meios de contracepção houve uma separação entre a sexualidade e a reprodução”.

A profissional de saúde alertou para o uso do preservativo, não apenas para evitar a gravidez, como também para não se adquirir as doenças sexualmente transmissíveis, popularmente conhecidas como DSTs: “Mesmo que a mulher tenha feito um método de contracepção deve usar camisinha, para se proteger das DSTs”. A doença sexualmente transmissível de mais alto risco é a Aids, que é cercada de preconceito desde que houve a epidemia: “Antes se falava que só quem tinha Aids eram homossexuais, prostitutas e homens que tinham relações com elas. Hoje em dia tem mais meninas contaminadas com o vírus HIV do que crianças do sexo masculino”.

Seguindo a mesma linha de Tizuko Shiraina, a defensora pública Andrea Carius de Sá falou sobre os métodos para se evitar a gravidez, mas alertou para que se tenha certeza do procedimento: “A laqueadura e vasectomia são irreversíveis, então o ato tem que ser bem pensado para não haver arrependimento”. A defensora pública lamentou os abortos feitos por falta de informação sobre métodos para se evitar a gravidez, como achar que possa fazer divisão da cartela de pílulas com alguma amiga. A comarca de Andrea ganhou liminar com uma ação civil pública em Petrópolis, na qual os hospitais públicos da cidade receberam o termo de ajustamento de conduta, que instituiu o mínimo de laqueaduras por semana e laqueadura de 30 ou 40 dias depois do parto para as mulheres que desejarem. “Se vocês quiserem fazer laqueadura em um serviço público e não conseguirem, procurem um defensor público” – a defensora pública se dirigiu ao público.

Em contrapartida as duas primeiras debatedoras, a defensora pública Patrícia Magno abordou a concepção. Falou que têm mulheres que desejam ter filhos e se sentem menos mulheres por não ter: “O Estado tem que prover quando a pessoa não tem dinheiro para pagar tratamento”.

A advogada Miriam Ventura falou sobre alguns pontos polêmicos, como quem resolve fazer cesariana para dias depois fazer uma laqueadura e falta de tratamento diferenciado para pessoas com necessidades especiais se reproduzirem. Miriam questiona, ainda, o termo “planejamento familiar”, acha que poderia se chamar “planejamento reprodutivo”, pois nem todos querem constituir uma família.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Arcebispo do Rio recebe a visita de José Serra

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No Palácio São Joaquim, na Glória, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani, recebeu a visita do pré-candidato à presidência, José Serra. A tarde da última quarta-feira, 26 de agosto foi dedicada a uma reunião sobre as contribuições da Igreja nas questões sociais.


Na última quarta-feira, dia 26 de agosto, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, recebeu o pré-candidato à presidência da república, José Serra, no Palácio São Joaquim, na Glória. Eles se reuniram de portas fechadas na presença da Deputada Federal Solange Amaral , do Deputado Federal e candidato a Vice-Governador do Rio pela chapa de Fernando Gabeira, Márcio Fortes, do Bispo Auxiliar Emérito, Dom Karl Josef Romer e do Padre Capelão da Câmara Municipal do Rio, Lincoln de Almeida Gonçalves.

Durante a reunião, o Arcebispo presenteou o ex - prefeito de São Paulo com o livro sobre todas as Igrejas Católicas do Rio de Janeiro. Ao final do encontro, José Serra e Dom Orani cederam alguns minutos à imprensa, que aguardava no hall de entrada do Palácio em busca da aparição das autoridades. Questionado sobre sua candidatura, Serra preferiu não comentar sobre política.

Em pauta na reunião, a ajuda da Igreja Católica no combate à pobreza e à desnutrição infantil, ressaltando o trabalho da Pastoral da Criança. Serra lembrou do período no qual foi Ministro da Saúde e segundo ele, a dedicação de Zilda Arns à frente dos projetos da Pastoral, contribuiu para a diminuição da mortalidade infantil no país. Ele exaltou o trabalho que a Igreja Católica do Rio realiza no âmbito social.

- Aqui no Rio de Janeiro, as ações sociais, no que diz respeito à Igreja Católica, são muito bem conduzidas, mas ainda há muito o que melhorar. Vejo que no Brasil, as questões sociais devem ser enfrentadas, não só pelo governo, mas acima de tudo, com parcerias com a sociedade, com entidades que se dediquem a solidariedade, comentou.

Em entrevista exclusiva aos veículos de comunicação da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o pré - candidato resumiu a importância do Estado no cenário nacional.

- O Rio é uma região chave do Brasil porque é a identidade do país. O Rio é o lugar onde o Brasil pode e deve reencontrar sua identidade, disse.

Serra também comentou sobre a Jornada Mundial da Juventude em 2015. O Rio de Janeiro concorre para ser cidade sede do encontro que reúne jovens do mundo todo com o Papa.

- Achei ótima essa ideia. Sediar um encontro como esse não será difícil, até porque a Jornada ocorrerá em 2015 e se o Rio for eleito, vai poder contar com a estrutura remanescente da Copa de 2014 e a que estará por vir para as Olimpíadas de 2016, explicou.
Para o Arcebispo, a reunião foi uma oportunidade de expor os problemas sociais do Rio de Janeiro e mostrar a necessidade do Governo Federal olhar para a região.

- Creio que cabe a mim receber os candidatos, escutá-los e também falar das preocupações da Igreja. Mostrar que a Igreja deseja auxiliar com parcerias e estar presente para promover o bem do povo., explicou Dom Orani.

domingo, 23 de maio de 2010

Cdedica pede que a guarda de filha de “criminoso da mala” vá para a avó materna

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A Coordenadoria de Defesa da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro entrou, na tarde de quinta-feira, 20, com um pedido de liminar de guarda provisória para a mãe da vítima do “crime da mala” ficar com a neta, que também é filha do acusado. Iris Bezerra de Freitas foi morta pelo ex-marido, Rafael da Silva Lima, e colocada em uma mala no canal da Rua Visconde de Albuquerque, no Leblon.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Jornal do Brasil comemora 119 anos

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Em 9 de abril, o JB foi comemora 119 anos. Para marcar a data, uma Missa de Ação de Graças foi celebrada na Igreja da Candelária. O Arcebispo do Rio, Dom Orani, foi convidado para presidir a missa. Pessoas ilustres compareceram, como o vice presidente José de Alencar, além dos representantes do jornal.


Jornal matutino fundado em 9 de abril de 1891, o Jornal do Brasil chega aos 119 anos, em 2010. Com muita tradição, a história do JB se confunde com a história do Rio e a do país. Visando o compromisso com a sociedade, o Jornal do Brasil acompanhou de perto grandes momentos da história como a Revolução de 30 e a Revolta Constitucionalista, em 32.

Já na década de 60, combateu o golpe militar denunciando crimes, o que levou a ter páginas censuradas pelo governo. O JB foi o primeiro a usar a Internet como veículo de comunicação. No ano de 2006, o jornal passou do modelo tradicional para berliner.

Em comemoração aos 119 anos de criação do Jornal do Brasil, representantes do impresso e do poder público compareceram em uma Missa de Ação de Graças, na tarde dessa segunda feira, 26 de abril. A celebração aconteceu na Igreja da Candelária, no centro, e foi presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, a convite do presidente do JB, Pedro Grossi. O vice-presidente, José Alencar, o ministro das cidades, Márcio Fortes, o deputado federal Miro Teixeira e o ex-presidente Itamar Franco foram algumas das autoridades presentes na cerimônia.

No JB há 37 anos, o editor de fotografia, Evandro Teixeira, destacou a importância do jornal no contexto do país e se disse honrado em participar desses 119 anos.

- Muitas coisas mudaram, a história do país mudou, o mundo mudou, mas eu acho que o Jornal do Brasil continua sendo um dos mais importantes. As histórias se confundem. Eu me sinto muito honrado, especialmente nesses 119 anos do jornal, ainda mais com essa missa na Candelária, onde aconteceram vários momentos dramáticos e importantes. Esse reconhecimento do povo brasileiro é importante, ressalta.

O ministro das cidades, Márcio Fortes também demonstrou a sua admiração pelo Jornal do Brasil, enfatizando a imparcialidade do impresso e a qualidade da equipe.

- Eu acompanhei a história do JB. Ele é um jornal muito equilibrado, com espírito democrático, ou seja, sem ser partidário. É um jornal completo. Não só acompanha a necessidade daqueles que menos tem, como também a da classe media. E tem colunas muito boas, disse.

O Vice-presidente do Brasil, José Alencar, prestigiou a celebração na Candelária e classificou o Jornal do Brasil como “um colosso”.

- Eu posso dizer que acompanho o trabalho Jornal do Brasil desde muitos anos. O JB sempre foi uma bandeira do jornalismo brasileiro. Ele teve grandes nomes que colaboraram como Carlos Drummond de Andrade, diariamente; como Doutor Alceu Ambrosina, todas as sextas feiras; Carlos Castelo Branco, jornalista político e muitos outros.



Durante a Missa


Durante a Homilia, Dom Orani destacou o compromisso do jornal com a democracia, destacando o trabalho de um veículo de comunicação:

- Um veículo de comunicação tem essa preocupação de construir um mundo mais justo e mais humano, falou

Ele pediu ainda para que o jornal continue desempenhando o papel na sociedade e que leve não somente a informação, mas desafio. E ressaltou ainda a missão de comunicação.

-Através da comunicação podemos construir uma família, uma nação, explicou

quinta-feira, 11 de março de 2010

Governador chora ao falar com alunos sobre decisão de parlamentares

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O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, chorou ao falar sobre a decisão dos parlamentares de partilhar os royalties de petróleo por todo o país na Aula Magna que ministrou nesta quinta-feira na PUC-Rio.

- Essa decisão é uma falta de preocupação e solidariedade dos parlamentares. Há estados que tem incentivos fiscais que nós não temos. Segurei as lágrimas ontem assistindo com minha família na TV a decisão, mas hoje não consegui.

A alteração, com emenda do deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), aconteceu ontem no plenário da Câmara. Os recursos, não destinados diretamente à União, vão ser distribuídos entre estados e municípios de acordo com os Fundos de Participação caso essa decisão seja aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e senadores. O prejuízo monetário do estado do Rio pode chegar a R$ 5 bilhões. Trezentos e oitenta parlamentares foram favoráveis a emenda.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"Temos que nos preocupar com o que acontece na sociedade, na política."

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Tico Santa Cruz, vocalista dos Detonautas e dos Raimundos, usa a plataforma da internet para manter um contato maior com o público, divulgando, assim, o trabalho de sua banda de origem e sua recente aquisição. Os Detonautas foram formados através de um chat em 1996, onde Tico e Tchello (baixista) se conheceram. A banda sempre utilizou a internet como meio de divulgação do trabalho, tendo como destaque o Roque Clube, que funciona feito um orkut só para fãs e para os próprios integrantes da banda. Em entrevista concedida ao Me Encare ele afirma “As mídias sociais são caminhos muito bons para não depender da mídia de massa. Não é a única ferramenta que possuímos, mas é a principal hoje para nossa divulgação.”
Com esse contato direto com o público as polêmicas são formadas. Um insulto, uma fofoca ou uma opinião diferente são seguidos por twittadas irônicas vindas de Tico. “De 80.000 pessoas, são 10 babacas que insultam, então esses 10 servem de exemplo de como não se comportar em uma ferramenta, são essas pessoas que respondo.”
O vídeo no youtube da atriz de Malhação Carolinie Figueiredo causou polêmica (462.945 exibições). Ela foi chamada de drogada e louca, Tico a defendeu e elogiou sua atitude, falou para não ter medo da crítica e criticou os opositores dessa ideia. “As pessoas podem usar sua liberdade de expressão da maneira que quiserem, sabendo que tem consequências, reações. Uma coisa é expressar a sua opinião, outra coisa é ofender uma pessoa. A gente não pode confundir liberdade de expressão com falta de respeito. O twitter oficializou o desrespeito, porque não se vê a pessoa.”
Aproveitando seus mais de 85.000 seguidores e leitores de seu blog na Globo.com (bloglog.globo.com/ticosantacruz), o cantor lançou uma promoção em Julho do ano passado, na qual premiava com um Ipod quem mandasse a frase mais criativa contra a repressão às músicas dos Detonautas feita pela rádio Mix FM de São Paulo no twitter da própria rádio. O resultado foi um Ipod dado e nenhuma mudança. “A rádio mantém a censura e nós mantemos nosso trabalho paralelo a ela.”, afirma Tico.
As mobilizações de Tico Santa Cruz não ficam restritas ao computador. Exemplo disso são as passeatas que ele organiza contra o Governo, a violência. “O artista que não fala sobre isso abre mão de passar a mensagem do respeito, a conscientizar as pessoas.” O cantor ressalta a importância de todos nas reivindicações, “A figura pública ajuda a divulgar os movimentos sociais, mas esse é um dever de qualquer cidadão. Temos que nos preocupar com o que acontece na sociedade, na política.”
 

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