domingo, 15 de agosto de 2010

Grande nanico

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Plínio de Arruda Sampaio. Você conhece esse nome? Mas será que conhecia antes do debate dos candidatos a presidência na Band? Sim, Plínio e mais cinco candidatos fazem parte dos candidatos nanicos, que ninguém conhece nem vota. Vale dizer quem são eles: Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC), Zé Maria (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO).
Bem, antes era assim, pelo menos. Depois do sucesso do debate com suas tiradas engraçadas e protestos por ser o excluído do quarteto, composto também pelos favoritos Dilma Roussef, José Serra e Marina Silva, Plínio foi o nome mais comentado do Twitter na noite do debate e no dia posterior a ele.
Sempre bem-humorado no debate Caminhos do Brasil na PUC-Rio, dia 12, não foi diferente. Plínio, que adora twittar, reforçou a importância do site: "Quem é inteligente no Brasl tem que twittar e seguir o meu Twitter", diverte-se.
Com 80 anos, o promotor público aposentado se mostra confiante que pode mudar o que os números apontam, acha q pode ser presidente ou ao menos ter um número grande de votos: "Ah que vamos dar um susto neles vamos", afirma.
O candidato é um tanto quanto radical, não podemos negar, mas essa é a nuance do partido dele, o Psol, então não podia ser diferente. Uma das propostas ousadas defendidas por Plínio é a divisão de terras: "Nenhuma propriedade deve ter mais de 1000 hectares. Especialistas dizem que pequenas propriedades são mais construtivas", defendeu.
A campanha de Plínio está toda calcada em acabar com as desigualdades sociais. No debate da Band ele citou que estava ali a desiguladade quando os outros candidatos o excluíam das perguntas. Pelo menos a desigualdade entre ele e os candidatos foram um pouco diminuídas, Marina resolveu fazer uma pergunta a ele e depois de insistência na rede social a Globo ofereceu horário para Plínio no Jornal Nacional, com menos tempo e gravado, mas para um até então excluído um avanço.
- Eu disse umas coisas no debate que chocaram. 'Nossa o homem é um perigo público.' Minha candidatura era escondida.
Outra proposta do candidato é diminuir a jornada de trabalho sem a redução de custos. Para ele isso reduziria o desemprego, pois mais pessoas seriam contratadas para suprir os horários vagos e com mais gente trabalhando o dinheiro iria circular mais. Mas nem só por isso Plínio acha por bem a redução de horas: "Na idade de vocês eu pensava em estudar, dançar, beber (um pouquinho), não pensava em trabalhar".
Quando são feitas perguntas polêmicas ao candidato as repostas são mais polêmicas ainda. Plínio é contra o aborto por ser católico, mas acha que é direito da mulher decidir se quer ter o filho ou não. Ele defende a legalização do aborto (seu partido ainda não teve posição oficial) mas só em casos em que o juiz decidir por isso. Plínio também pretende reconhecer os produtores de maconha: "Reconhecemos produtores de cana...Baseadinho não faz mal para ninguém. Ó nunca fumei isso não..."

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Todo o Amor que Houver Nessa Vida

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Há coisa de uns 4 meses, mergulhei num mundo diferente. Para fazer uma matéria para a faculdade, começei a pesquisar sobre a vida de Cazuza e me apaixonei. Vi filmes, videos, ouvi todas as músicas possiveis, li livros, li artigos. Com músicas maravilhosas e com uma enorme coragem, Cazuza morreu, sim, mas continua vivo na lembrança de todos nós. A matéria que segue é de minha autoria. É a junção de duas matérias que fiz para as disciplinas de Radiojornalismo e Técnicas de Reportagem do meu curso de Jornalismo.



TODO O AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA

Vida louca, Vida Breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve


No inicio dos anos 80, um típico morador da zona sul carioca, surgia para revolucionar o rock brasileiro. Hoje completam 20 anos da morte daquele que ficou conhecido como “o poeta de sua geração”. Com nome antigo e apelido de menino, Agenor de Miranda Araujo Neto, o Cazuza, teve uma vida breve, mas intensa.

Seus pais, o produtor musical e fundador da Som Livre, João Araújo e a cantora Lucinha Araújo, sempre deram o melhor ao filho único. Já adulto, Cazuza tornou-se um assíduo frequentador do baixo Leblon. Com fama de boêmio e sem papas na língua, o cantor estava sempre na mídia. O temperamento forte é destacado pela mãe, Lucinha Araujo, com quem Cazuza brigava, mas ligo fazia as pazes.


- Nossa relação pegava fogo, éramos do signo de fogo, né? Principalmente naquela época de adolescente, entrando na adolescência. Mas a gente brigava e 10 minutos depois fazíamos as pazes e estava tudo bem. Nós nos amávamos muito. Eu acho isso saudável numa relação de mãe e filho.

A carreira de Cazuza começou no Barão Vermelho, ao lado de Roberto Frejat. Com a chegada de Cazuza, o grupo que só tocava covers, começou a compor e a preparar o próprio repertório. A voz de Cazuza era berrada, o que se encaixava a proposta rock dos Barões.

As semelhanças entre Cazuza e Frejat eram inúmeras e a afinidade apareceu instantaneamente. Mais que colegas de grupo, eles tornaram-se parceiros na vida. Essa parceria duraria até os últimos dias de Cazuza. Juntos, os dois compuseram músicas como Todo o Amor que Houver Nessa Vida, Maior Abandonado e Pro Dia Nascer Feliz.

Com o sucesso, e consequentemente, as responsabilidades aumentaram e infelizmente o temperamento inquieto de Cazuza não se enquadrava a uma agenda cada vez mais cheia. Assim, os desentendimentos entre cantor e os demais Barões foram crescendo.

Depois de uma bem sucedida apresentação no festival Rock in Rio e com o repertório pronto para o próximo disco, Cazuza decidiu deixar o grupo e seguir carreira solo.
O título de poeta não é à toa. Ele cantava que os heróis dele morreram de overdose, dizia que mentiras sinceras interessavam, gostava de raspas e restos e buscava uma ideologia para viver.

Exagerado é para Lucinha Araujo, a música que melhor retrata o filho.


E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até as coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais


“Eu vi a Cara da morte”

Na mesma época do rompimento do Barão, o cantor foi internado no Hospital São Lucas com uma febre de 42 graus, naquela que seria a primeira manifestação do HIV em seu organismo. Mas o teste deu negativo.

A saúde de Cazuza voltaria a oscilar um pouco antes da estréia do show Só se for a Dois. E após um novo teste veio a descoberta que mudaria a vida do cantor: Cazuza era soro-positivo.

- A AIDS é uma doença que atinge não só a família, ela atinge também os vizinhos, as pessoas que te conhecem, os familiares mais distantes, explica Lucinha.

Levado pelos pais para uma clínica em Boston, nos Estados Unidos, Cazuza passou dois meses em tratamento, naquele ano de 87. Ele voltou da viagem ao exterior, magro, abatido pela doença e passou a usar lenços para disfarçar a queda de cabelo.

Já no final de sua vida, Cazuza enfrentava dificuldades para andar e convivia com um cateter, usado para ajudá-lo a receber os remédios diretamente na veia. Sua voz era fraca; os olhos, fundos e chegou a pesar 38kg. Mesmo assim, teve forças para realizar um sonho antigo: ser capa de revista. A proposta foi da Veja: ou páginas amarelas, ou capa. Cazuza escolheu a capa. O resultado da entrevista, porém, não foi o esperado. Uma editorialização no final da matéria, colocava em dúvida o potencial do cantor e sentenciava a sua morte. Como reflexo da leitura da matéria, Cazuza teve uma nova crise, sua pressão baixou beirando a zero e seus pais temeram por sua vida.

Na busca por tratamento, após ter o visto negado diante da confirmação da doença, Cazuza passou por métodos alternativos em São Paulo. Apesar de uma melhora diante desse novo tratamento experimental, não havia muito a ser feito. Cazuza ainda iria mais uma vez a Boston, depois de uma grave crise e de um apelo da família ao consulado americano.

Cazuza pegou o “trem para as estrelas” em 7 de julho de 1990, aos 32 anos, deixando muita saudade e um legado para os fãs. Em 8 anos de carreira, deixou 126 músicas gravadas, 60 inéditas e 34 na voz de outros cantores. Seu último registro musical foi o disco duplo Burguesia. Para Lucinha, a imagem que ficou do filho foi a de uma pessoa que sempre fez o que quis.

- Ele sempre dizia: prefiro viver 10 anos a 1000 que 1000 anos a 10, e ele conseguiu fazer isso. Pagou um preço muito alto, mas eu acho que talvez tenha valido a pena. Porque ele viveu só 32 anos, eu vivo a 73 e não fiz nem 1% do que ele fez.
Cazuza está enterrado no cemitério São João Batista, ao lado de grandes nomes da música brasileira como Carmen Miranda, Ary Barroso, Francisco Alves e Clara Nunes.


“E algum remédio que me dê alegria”

Outro legado do cantor é a Instituição que leva o seu nome. No mesmo ano da morte de Cazuza, em 1990, Lucinha fundou o Viva Cazuza, obra destinada a cuidar de crianças carentes soro-positivas.

Tudo começou após um show beneficente em homenagem ao cantor com fundos revestidos para o Hospital Gaffré e Guinle, na Tijuca. Atendendo aos pedidos dos diretores da unidade, Lucinha começou a trabalhar lá.

Diante da burocracia, Lucinha deixou o local dois anos depois e transferiu a Sociedade para a Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, onde funciona até hoje. A Instituição sobrevive, basicamente, dos direitos autorais de Cazuza, o restante é adquirido através de doações, leilões, shows e eventos.

Hoje, a sociedade abriga 20 crianças com idades entre 3 e 18 anos, em regime de internato e conta com o apoio de médicos e educadores.

- Eu acho que eu fiz a coisa certa. Em vez de ir para um analista, resolvi abrir a Sociedade Viva Cazuza porque ao mesmo tempo em que eu me completo com a felicidade das crianças, e criança é sempre muito feliz mesmo com essa doença, eu sou boa pra eles. Então, aqui é uma troca, explica.

Paralelamente, a Instituição também atende adultos, oferecendo cestas básicas e acompanhamento ambulatorial.

Na Sociedade, funciona um pequeno acervo com objetos pessoais de Cazuza como escovas de cabelo, bandanas, óculos escuros e a escrivaninha que o cantor tinha em seu quarto.

Quem quiser ajudar a Sociedade, basta entrar no site www.vivacazuza.org.br


Morre Ezequiel Neves

Ezequiel Neves, o Zeca, morreu nessa quarta feira, 7 de julho, na Clínica São Vicente, na Gávea, o mesmo dia em que Cazuza. Zeca era produtor musical e jornalista. Ele ajudou Cazuza em sua carreira musical e tornaram-se grandes amigos.
Aos 72 anos, Zeca estava internado na clínica desde o dia 22 de janeiro para um tratamento de um tumor benigno no cérebro. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Camelôs inibem policiais

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Policiais que tentavam apreender mercadorias ilegais na Rua Voluntários da Pátria em Botafogo, Rio de Janeiro, na tarde de hoje, 23, por volta de 14h30min, foram coagidos por camelôs e por algumas pessoas que passavam na área. Um grupo de pessoas, envolvidas ou não com as mercadorias, gritavam protestando e vaiando. Os policiais não aguentaram a pressão e foram embora sem levar nada.
Segundo pedestres, uma mulher foi empurrada por um policial, por isso o motivo da revolta: "É um absurdo. Não podemos deixar isso acontecer. Vamos tirar eles daqui", gritou uma mulher que nada tinha a ver com a história.
Já outra mulher apoiou a atitude dos policias: "As pessoas estão falando como se a mulher fosse coitadinha. Esse povo vende mercadoria ilegal".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Planejamento familiar: concepção e contracepção

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Na parte da tarde do “Bate papo com comunidade planejamento familiar e associativismo",dia 26, a coordenadora da Assessoria dos Programas da Superintendência de Atenção e Educação em Saúde e Gestão Participativa da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, a médica Tizuko Shiraina; a mestre em Saúde Pública, a advogada Miriam Ventura; a defensora pública do Núcleo Cível de Petrópolis Andrea Carius de Sá; e a responsável pelo encontro, a defensora pública do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos Patrícia Magno abordaram o tema “Direitos Sexuais e Reprodutivos: Contracepção e Concepção”.

Tizuko Shiraina falou sobre os métodos de contracepção, que faz parte do planejamento familiar. A médica contou que até os anos 80 a os profissionais de saúde se preocupavam apenas com a mulher grávida, focavam na saúde do bebê, por causa das grandes taxas de mortalidade infantil. Segundo Tizuko, hoje isso não é mais uma realidade: “Com a chegada das pílulas anticoncepcionais e de outros meios de contracepção houve uma separação entre a sexualidade e a reprodução”.

A profissional de saúde alertou para o uso do preservativo, não apenas para evitar a gravidez, como também para não se adquirir as doenças sexualmente transmissíveis, popularmente conhecidas como DSTs: “Mesmo que a mulher tenha feito um método de contracepção deve usar camisinha, para se proteger das DSTs”. A doença sexualmente transmissível de mais alto risco é a Aids, que é cercada de preconceito desde que houve a epidemia: “Antes se falava que só quem tinha Aids eram homossexuais, prostitutas e homens que tinham relações com elas. Hoje em dia tem mais meninas contaminadas com o vírus HIV do que crianças do sexo masculino”.

Seguindo a mesma linha de Tizuko Shiraina, a defensora pública Andrea Carius de Sá falou sobre os métodos para se evitar a gravidez, mas alertou para que se tenha certeza do procedimento: “A laqueadura e vasectomia são irreversíveis, então o ato tem que ser bem pensado para não haver arrependimento”. A defensora pública lamentou os abortos feitos por falta de informação sobre métodos para se evitar a gravidez, como achar que possa fazer divisão da cartela de pílulas com alguma amiga. A comarca de Andrea ganhou liminar com uma ação civil pública em Petrópolis, na qual os hospitais públicos da cidade receberam o termo de ajustamento de conduta, que instituiu o mínimo de laqueaduras por semana e laqueadura de 30 ou 40 dias depois do parto para as mulheres que desejarem. “Se vocês quiserem fazer laqueadura em um serviço público e não conseguirem, procurem um defensor público” – a defensora pública se dirigiu ao público.

Em contrapartida as duas primeiras debatedoras, a defensora pública Patrícia Magno abordou a concepção. Falou que têm mulheres que desejam ter filhos e se sentem menos mulheres por não ter: “O Estado tem que prover quando a pessoa não tem dinheiro para pagar tratamento”.

A advogada Miriam Ventura falou sobre alguns pontos polêmicos, como quem resolve fazer cesariana para dias depois fazer uma laqueadura e falta de tratamento diferenciado para pessoas com necessidades especiais se reproduzirem. Miriam questiona, ainda, o termo “planejamento familiar”, acha que poderia se chamar “planejamento reprodutivo”, pois nem todos querem constituir uma família.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Arcebispo do Rio recebe a visita de José Serra

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No Palácio São Joaquim, na Glória, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani, recebeu a visita do pré-candidato à presidência, José Serra. A tarde da última quarta-feira, 26 de agosto foi dedicada a uma reunião sobre as contribuições da Igreja nas questões sociais.


Na última quarta-feira, dia 26 de agosto, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, recebeu o pré-candidato à presidência da república, José Serra, no Palácio São Joaquim, na Glória. Eles se reuniram de portas fechadas na presença da Deputada Federal Solange Amaral , do Deputado Federal e candidato a Vice-Governador do Rio pela chapa de Fernando Gabeira, Márcio Fortes, do Bispo Auxiliar Emérito, Dom Karl Josef Romer e do Padre Capelão da Câmara Municipal do Rio, Lincoln de Almeida Gonçalves.

Durante a reunião, o Arcebispo presenteou o ex - prefeito de São Paulo com o livro sobre todas as Igrejas Católicas do Rio de Janeiro. Ao final do encontro, José Serra e Dom Orani cederam alguns minutos à imprensa, que aguardava no hall de entrada do Palácio em busca da aparição das autoridades. Questionado sobre sua candidatura, Serra preferiu não comentar sobre política.

Em pauta na reunião, a ajuda da Igreja Católica no combate à pobreza e à desnutrição infantil, ressaltando o trabalho da Pastoral da Criança. Serra lembrou do período no qual foi Ministro da Saúde e segundo ele, a dedicação de Zilda Arns à frente dos projetos da Pastoral, contribuiu para a diminuição da mortalidade infantil no país. Ele exaltou o trabalho que a Igreja Católica do Rio realiza no âmbito social.

- Aqui no Rio de Janeiro, as ações sociais, no que diz respeito à Igreja Católica, são muito bem conduzidas, mas ainda há muito o que melhorar. Vejo que no Brasil, as questões sociais devem ser enfrentadas, não só pelo governo, mas acima de tudo, com parcerias com a sociedade, com entidades que se dediquem a solidariedade, comentou.

Em entrevista exclusiva aos veículos de comunicação da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o pré - candidato resumiu a importância do Estado no cenário nacional.

- O Rio é uma região chave do Brasil porque é a identidade do país. O Rio é o lugar onde o Brasil pode e deve reencontrar sua identidade, disse.

Serra também comentou sobre a Jornada Mundial da Juventude em 2015. O Rio de Janeiro concorre para ser cidade sede do encontro que reúne jovens do mundo todo com o Papa.

- Achei ótima essa ideia. Sediar um encontro como esse não será difícil, até porque a Jornada ocorrerá em 2015 e se o Rio for eleito, vai poder contar com a estrutura remanescente da Copa de 2014 e a que estará por vir para as Olimpíadas de 2016, explicou.
Para o Arcebispo, a reunião foi uma oportunidade de expor os problemas sociais do Rio de Janeiro e mostrar a necessidade do Governo Federal olhar para a região.

- Creio que cabe a mim receber os candidatos, escutá-los e também falar das preocupações da Igreja. Mostrar que a Igreja deseja auxiliar com parcerias e estar presente para promover o bem do povo., explicou Dom Orani.

domingo, 23 de maio de 2010

Cdedica pede que a guarda de filha de “criminoso da mala” vá para a avó materna

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A Coordenadoria de Defesa da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro entrou, na tarde de quinta-feira, 20, com um pedido de liminar de guarda provisória para a mãe da vítima do “crime da mala” ficar com a neta, que também é filha do acusado. Iris Bezerra de Freitas foi morta pelo ex-marido, Rafael da Silva Lima, e colocada em uma mala no canal da Rua Visconde de Albuquerque, no Leblon.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Jornal do Brasil comemora 119 anos

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Em 9 de abril, o JB foi comemora 119 anos. Para marcar a data, uma Missa de Ação de Graças foi celebrada na Igreja da Candelária. O Arcebispo do Rio, Dom Orani, foi convidado para presidir a missa. Pessoas ilustres compareceram, como o vice presidente José de Alencar, além dos representantes do jornal.


Jornal matutino fundado em 9 de abril de 1891, o Jornal do Brasil chega aos 119 anos, em 2010. Com muita tradição, a história do JB se confunde com a história do Rio e a do país. Visando o compromisso com a sociedade, o Jornal do Brasil acompanhou de perto grandes momentos da história como a Revolução de 30 e a Revolta Constitucionalista, em 32.

Já na década de 60, combateu o golpe militar denunciando crimes, o que levou a ter páginas censuradas pelo governo. O JB foi o primeiro a usar a Internet como veículo de comunicação. No ano de 2006, o jornal passou do modelo tradicional para berliner.

Em comemoração aos 119 anos de criação do Jornal do Brasil, representantes do impresso e do poder público compareceram em uma Missa de Ação de Graças, na tarde dessa segunda feira, 26 de abril. A celebração aconteceu na Igreja da Candelária, no centro, e foi presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, a convite do presidente do JB, Pedro Grossi. O vice-presidente, José Alencar, o ministro das cidades, Márcio Fortes, o deputado federal Miro Teixeira e o ex-presidente Itamar Franco foram algumas das autoridades presentes na cerimônia.

No JB há 37 anos, o editor de fotografia, Evandro Teixeira, destacou a importância do jornal no contexto do país e se disse honrado em participar desses 119 anos.

- Muitas coisas mudaram, a história do país mudou, o mundo mudou, mas eu acho que o Jornal do Brasil continua sendo um dos mais importantes. As histórias se confundem. Eu me sinto muito honrado, especialmente nesses 119 anos do jornal, ainda mais com essa missa na Candelária, onde aconteceram vários momentos dramáticos e importantes. Esse reconhecimento do povo brasileiro é importante, ressalta.

O ministro das cidades, Márcio Fortes também demonstrou a sua admiração pelo Jornal do Brasil, enfatizando a imparcialidade do impresso e a qualidade da equipe.

- Eu acompanhei a história do JB. Ele é um jornal muito equilibrado, com espírito democrático, ou seja, sem ser partidário. É um jornal completo. Não só acompanha a necessidade daqueles que menos tem, como também a da classe media. E tem colunas muito boas, disse.

O Vice-presidente do Brasil, José Alencar, prestigiou a celebração na Candelária e classificou o Jornal do Brasil como “um colosso”.

- Eu posso dizer que acompanho o trabalho Jornal do Brasil desde muitos anos. O JB sempre foi uma bandeira do jornalismo brasileiro. Ele teve grandes nomes que colaboraram como Carlos Drummond de Andrade, diariamente; como Doutor Alceu Ambrosina, todas as sextas feiras; Carlos Castelo Branco, jornalista político e muitos outros.



Durante a Missa


Durante a Homilia, Dom Orani destacou o compromisso do jornal com a democracia, destacando o trabalho de um veículo de comunicação:

- Um veículo de comunicação tem essa preocupação de construir um mundo mais justo e mais humano, falou

Ele pediu ainda para que o jornal continue desempenhando o papel na sociedade e que leve não somente a informação, mas desafio. E ressaltou ainda a missão de comunicação.

-Através da comunicação podemos construir uma família, uma nação, explicou
 

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